quarta-feira, 30 de março de 2016

DISTÚRBIOS DO SONO




Cansaço persistente, irritação, falta de atenção e queda de rendimento. Esses comportamentos, facilmente tachados de "preguiça" - na escola ou no trabalho - podem, na realidade, ser resultado de distúrbios do sono. E as consequências não param por aí: levam até ao risco de doença cardiovascular e depressão.
Segundo a dra. Stella Márcia Azevedo Tavares, médica coordenadora da Neurofisiologia Clínica do Hospital Israelita Albert Einstein (HIAE), a quantidade de horas de sono necessária varia de acordo com a idade. “Adolescentes precisam dormir mais do que adultos, bem como crianças e idosos têm um padrão de sono diferente, que inclui cochilos à tarde”.

A médica explica que há três grandes grupos de distúrbios do sono:
  • insônias
  • sonolência excessiva
  • comportamentos anormais durante o sono
Para quem quer uma noite bem dormida ficam as orientações: “Não fazer exercícios fortes à noite, evitar as refeições pesadas e as atividades estimulantes - como assistir televisão - e ter um horário certo para dormir e acordar” ensina a médica.



Fases do sono

O sono tem diferentes fases:
  • o sono REM (Rapid Eye Moviment – Movimentos Oculares Rápidos) é o do sonho. Os grandes músculos do corpo ficam paralisados para evitar a vivência.
  • o sono NREM (que não tem os movimentos oculares), composto de quatro estágios, sendo 1 o mais superficial e 4 o mais profundo. Imagens mentais podem surgir nessa etapa; no entanto, não há conteúdo. Durante toda a noite, os estágios se intercalam.´


Insônia

É o problema de sono mais comum na população brasileira. Caracteriza-se pela dificuldade em iniciar e manter o sono ou dormir de maneira não reparadora, o que acarreta repercussão nas atividades diurnas. A pessoa se sente cansada, irritada, sonolenta, com dores no corpo, desanimada, mal-humorada e apresenta alterações de memória.
  • Causasansiedade, estresse, depressão, maus hábitos - como a ingestão - próximo ao horário de dormir - de bebidas alcoólicas, cafeína, chás mate e preto (que funcionam como estimulantes), falta de horário para dormir e acordar, alimentação pesada, prática de exercícios físicos à noite, problemas familiares, econômicos e profissionais. Também causas orgânicas, como alterações na respiração.
  • Tratamento: um diagnóstico correto sobre o distúrbio e um estudo para descobrir a causa são essenciais. A partir daí, são indicadas as medidas psicológicas e medicamentosas necessárias para cada caso.

Sonolência excessiva

É caracterizada por muito sono ou sonolência nos momentos em que é necessário estar atento, como ao dirigir, em entrevistas, palestras ou cinema. Muitas vezes, é tão incontrolável que a pessoa chega a dormir em situações perigosas.
  • Causas: dormir menos do que o necessário ou ter distúrbios do sono como, por exemplo, a apneia do sono.
  • Tratamento: investigar a causa, levantar o diagnóstico e tratá-lo de acordo com o distúrbio encontrado. Se a causa for dormir menos do que o necessário, tentar aumentar as horas de sono.

Sonambulismo e terror noturno

Normalmente, manifestam-se em crianças.
No sonambulismo, enquanto dorme, a pessoa levanta da cama, anda pela casa e, ao acordar no outro dia, não se lembra de nada.
No terror noturno, a criança senta na cama e começa a gritar, parece apavorada; mas depois se deita novamente e também não lembra do fato.
Segundo a dra. Stella, não devemos acordar a criança durante o episódio, porque ela está em um estado de consciência que “mistura” sono profundo e vigília. “Ela pode ficar mais confusa e, às vezes, o episódio se prolonga. No sonambulismo e no terror noturno, a melhor postura é manter a calma e esperar passar”.
  • Causa: ainda não há uma explicação para esses dois distúrbios.
  • Tratamento: os dois problemas costumam desaparecer conforme a criança cresce. É necessário tomar providências apenas para evitar acidentes durante os episódios. Os adultos desenvolvem o sonambulismo como resultado de tensões emocionais, que devem ser tratadas.

Enurese

A criança urina na cama durante a noite.
Há dois tipos: enurese primária, em que crianças com mais de 5 anos não conseguem controlar a liberação de urina; e enurese secundária, em que conseguiam controlar e depois voltam a urinar.
  • Causa: não são encontradas no tipo primário. No outro caso, a enurese é proveniente de problemas emocionais. Foi constatado, recentemente, que o distúrbio também pode ser provocado pela falta de um hormônio antidiurético, responsável por controlar a urina.
  • Tratamento: se a causa for falta de hormônio, pode ser feito por meio de reposição. Também há tratamentos comportamentais.´


Distúrbio comportamental do sono REM

É mais comum entre homens idosos, embora possa se manifestar em qualquer pessoa. A paralisia, característica normal desse estágio do sono, não acontece; portanto, a pessoa vivencia o que está sonhando. De acordo com dra. Stella, muitas vezes o comportamento é violento e as pessoas acabam com fraturas, cortes e machucando seus companheiros. Devem ser tomadas medidas de segurança - como manter janelas e portas trancadas - para evitar acidentes.
  • Causa: na maioria dos casos não é conhecida a causa.
  • Tratamento: uso de medicamentos específicos, de acordo com avaliação médica.


Apneia

É um distúrbio com alta prevalência na população. Trata-se da diminuição ou interrupção da respiração por, no mínimo, 10 segundos. Com isso, despertar por várias vezes durante a noite é comum.
Segundo a dra. Stella, atinge mais os homens de meia idade acima do peso e mulheres após a menopausa, sendo que até mesmo as crianças ou pessoas de qualquer idade podem ser afetadas. Geralmente, a pessoa ronca, acorda cansada, às vezes com a boca seca, fica sonolenta e apresenta queda de rendimento, além de correr risco de doença cardiovascular.
  • Causas: obesidade, características físicas como o aumento das amígdalas (normalmente em crianças) ou, ainda, o estreitamento das vias respiratórias.
  • Tratamento: cirurgias, uso do CPAP (Pressão Positiva Contínua nas Vias Aéreas) - aparelho que injeta, com pressão, ar comprimido no nariz e assim desobstrui a faringe de forma mecânica -, uso de aparelho dentário, emagrecimento e cuidado medicamentoso.


Como constatar

Além da observação dos parentes em torno de nossas atitudes enquanto dormimos, há a polissonografia, exame que tem o papel de analisar o paciente enquanto dorme.
Uma noite de sono monitorada por eletrodos e sensores, em um laboratório especializado, é a maneira de observar qual o distúrbio. São acompanhados os movimentos dos olhos e pernas, a atividade elétrica cerebral, a respiração, o teor de oxigênio no sangue, entre outras avaliações.
Segundo a dra. Stella, a polissonografia é o exame que avalia objetivamente o sono de uma pessoa. Ainda é o melhor método para investigar os distúrbios. “É um exame de excelência”, afirma. Antes de ir para o quarto, o paciente preenche um formulário com questões sobre seus hábitos. Na análise, leva-se em consideração o efeito da primeira noite – dormir em lugar diferente com vários aparelhos.

Fornecida por Hospital Israelita Albert Einstein
Imagem: Google.
ALERGIA



Tire 8 dúvidas sobre a rinite alérgica

Entenda os agentes desencadeantes e como evitar as crises

Caracterizada principalmente pela irritação do nariz e dos olhos, a rinite alérgica é a capacidade da pessoa  tornar-se sensível a um determinado fator ambiental, ou seja, quando o corpo da pessoa passa a identificar certos agentes como nocivos ao corpo, mesmo que algum dia eles tenham sido tolerados. "E essa característica é herdada dos pais: a chance de uma criança cujos pais são alérgicos apresentar alguma manifestação é de 50%", afirma o otorrinolaringologista Diderot Parreira, do Hospital Santa Luzia de Brasília. Segundo dados da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia (ABAI), cerca de 10 a 25% da população sofre de rinite alérgica, que se manifesta, principalmente em épocas mais frias, com o tempo seco. 



1 - TODA RINITE É ALÉRGICA?
Existem diversas formas de manifestação na doença. "A palavra rinite quer dizer apenas inflamação das narinas", explica o alergista José Carlos Perini, vice-presidente da Associação Brasileira de Alergia e Imunopatologia. Segundo o especialista, as causas é que definem a rinite como alérgica - no caso, pessoas que possuem um fator desencadeante constante de uma crise possuem a rinite alérgica. "Outras formas são as rinites por infecções virais - como no resfriado e gripe -, por infecção bacteriana ou por ação de uso abusivo de medicações descongestionantes nasais."



2 - QUAIS SÃO AS PRINCIPAIS CAUSAS?
A doença é causada por uma reação exagerada do nosso sistema imune a fatores habituais do ambiente. "Os principais causadores de alergia no Brasil são poeira doméstica, ácaros, fungos e pelos de animais", diz o alergista José. Para ter uma rinite, basta que a pessoa apresente uma tendência genética ou familiar, oportunidade de contato com os alérgenos e que esses alérgenos sejam bons sensibilizantes.




3 - ANTIALÉRGICOS SÃO OS MELHORES TRATAMENTOS PARA RINITE?
Os anti-histamínicos, popularmente chamados de antialérgicos, são os medicamentos usados para tratar os sintomas das crises de rinite, mas não são eficazes para o tratamento constante. "Porém, o tratamento obrigatoriamente envolve outros procedimentos, como medicamentos preventivos de uso local no nariz ou por via sistêmica, além de controle ambiental rigoroso para diminuir o contato com os inalantes causadores", alerta o alergista José. Lavagem nasal, uso de umidificadores, limpeza constante das roupas de cama, banho e dos tapetes e cortinas, além de boa ventilação nos ambientes são outras formas de evitar as crises de rinite. 




4 - ELA SÓ SE MANIFESTA NA INFÂNCIA?
Apesar de ser mais comum na infância, a rinite pode se manifestar em qualquer fase da vida. De acordo com o otorrinolaringologista Diderot Parreira, do Hospital Santa Luzia de Brasília, a capacidade do paciente se sensibilizar a determinado alérgeno (agente desencadeante das crises) existe durante toda a vida. "Tornar-se sensível é passar a ter uma resposta de defesa a substâncias que antes a pessoa tolerava", explica o especialista. Portanto, no decorrer da vida o paciente pode manifestar sintomas alérgicos a qualquer agente, mesmo que antes ele não tenha apresentado qualquer sintoma. 



5 - O ÚNICO SINTOMA DA RINITE É O NARIZ IRRITADO?
Não. A rinite tem quatro sintomas básicos: nariz escorrendo, obstrução nasal, coceira no nariz e nos olhos, além de espirros. "Bastam dois desses sintomas para se ter as condições mínimas de um diagnóstico de rinite", afirma o alergista José. Além desses sintomas, há outras complicações, como faringite,laringitesinusiteotite, perda do olfato e paladar. "É importante lembrar que tais sintomas são desencadeados instantes após a exposição ao alérgeno", completa o otorrinolaringologista Diderot. 




6 - ODORES FORTES SÃO CAUSADORES DE RINITE?
O cheiro forte em si não é um causador de rinite, mas é considerado um agente desencadeante da crise. "Uma vez em crise ou sensibilizado, o paciente reage também a fatores como poluição aérea, cheiros fortes, pós, fumaças ou perfumes", explica o alergista José, afirmando que esses são chamados de irritantes primários. 




7 - MUDANÇAS BRUSCAS NA TEMPERATURA OU CHUVAS PODEM  DESENCADEAR UMA RINITE?
Mudanças climáticas afetam muito o nariz, porque esse órgão é o nosso filtro com o ambiente, e qualquer alteração pode desencadear uma resposta da mucosa nasal, que entende aquilo como uma ameaça. "Quando o tempo muda, também se alteram as condições ambientais como umidade, presença de ácaros e choques térmicos, todas passíveis de causar uma irritação nas mucosas do nariz", explica o otorrinolaringologista Diderot. Além disso, as pessoas tiram roupas guardadas após muito tempo para usar e passam mais tempo em ambientes fechados, fatores também conhecidos por agravar as crises de rinite.  




8 - RINITE TEM CURA?
Quando se trata de rinite medicamentosa e irritativa, pode-se dizer que elas têm cura: basta remover o fator que esteja causando esses tipos de rinite. "Já a rinite alérgica não tem cura, mas apresenta controle através do tratamento", declara José Carlos. O protocolo do tratamento é baseado em quatro pontos: controle ambiental para reduzir o contato com os alérgenos, medicação profilática (corticoides, tópicos nasais e higiene nasal com soro fisiológico), medicação de crises (anti-histamínicos) e imunoterapia (vacinas). Tratam-se também as complicações como sinusites, faringites e otites. "Os recursos disponíveis hoje permitem reduzir praticamente a zero esse desconforto." Segundo o otorrinolaringologista Diderot, a asma costuma cursar junto com a rinite, sendo necessário avaliar e tratar condições pulmonares intercorrentes, já que as vias aéreas são únicas e interligadas. "O que afeta o nariz, afeta o pulmão de uma forma ou de outra." 

Fornecido por Site Minha Vida
POR CAROLINA SERPEJANTE 
Imagens: Google.

DISTÚRBIOS DO SONO

O que comer (e o que evitar) para dormir bem




Uma em cada três pessoas sofre de insônia em algum momento da vida, e a maioria tem problemas menores para dormir de vez em quando.
A dificuldade para adormecer ou para manter o sono – ou ambas – se deve a vários fatores, que incluem estresse, preocupações e alimentos ingeridos, item que é motivo para várias questões:
Por que algumas bebidas e comidas te dão sono enquanto outros te despertam? É verdade que comer peso dá pesadelos? Ou que leite morno ajuda a dormir?
Separamos os fatos da ficção para ver se algumas mudanças na dieta podem levar a boas noites de sono.

Carboidratos x proteínas

O que devemos consumir para dormir bem: carboidratos ou proteínas? A resposta, aparentemente, é: ambos.
A chave é algo que se chama triptófano, um aminoácido que é o precursor de serotonina e da melatonina, os químicos indutores de sono no cérebro.
O triptófano está presente em pequenas quantidades em quase todos os alimentos proteicos e em quantidades mais altas em iogurte, leite, aveia, banana, tâmaras, frango, ovo e milho.
Para que o triptófano tenha efeito, é preciso cruzar a barreira de sangue do cérebro (seu sistema de segurança). Para conseguir isso, ele tem de competir com outros aminoácidos.
Segundo alguns estudos, combinar alimentos ricos em triptófano com carboidratos dá uma vantagem a esse aminoácido.
Os carboidratos estimulam a liberação de insulina, que ajuda a tirar outros aminoácidos do fluxo sanguíneo, dando mais chances ao triptófano de chegar ao cérebro.
Ainda é preciso investigar mais, e é importante levar em conta que a quantidade de triptófano nos alimentos é relativamente pequena e que, por isso, talvez isso tenha um efeito modesto.

A verdade sobre as bebidas do sono

  • Chá de ervas
O chá de camomila é conhecido como um bom remédio para problemas de dormir. Pesquisas apontam que ele aumenta o nível de glicina, um relaxante muscular, no corpo.
O de valeriana, por sua vez, costumava ser receitado contra a insônia na Roma antiga. A crença era de que a bebida reduzia o tempo levado para dormir e melhorava a qualidade do sono. A passiflora também demonstrou sua capacidade de melhorá-lo.
Acredita-se que ambas aumentam os níveis de ácido gama-aminobutírico (GABA) no cérebro, uma substância que ajuda a regular as células nervosas e diminui a ansiedade.
  • Leite morno
O leite contém melatonina, um hormônio que ajuda a criar o desejo de permanecer dormindo, mas ainda não foi confirmado que tenha um impacto significativo sobre os níveis de melatonina do corpo.
A bebida também contêm triptófano, como mencionamos antes.
Se você acrescentar leite morno a seu cereal, vai receber os benefícios deste indutor de sono, pois terá uma mistura de proteínas e carboidratos que os levarão mais rapidamente ao cérebro.
  • Chocolate quente
O chocolate quente é uma bebida reconfortante que, em alguns lugares, é tomado tradicionalmente antes de dormir.
Mas ele contém cafeína, que é um estimulante, ainda que as quantidades variem dependendo da marca.
Se você têm dificuldades para se manter dormindo, considere substituir o chocolate por um dos chás mencionados acima ou uma bebida com malte.
  • Água
Se você não consegue dormir bem durante a noite inteira porque acorda com sede ou vontade de ir ao banheiro, assegure-se de beber líquidos suficientes durante o dia para se manter hidratado durante toda a noite.
A Autoridade de Segurança Alimentícia Europeia aconselha que as mulheres tomem 1,6 litros por dia e os homens, 2 litros.
  • A última taça
Uma tacinha de algum licor de vez em quando não fará muito mal à sua saúde, mas isso não pode virar um hábito, pois pode provocar problemas sérios – que incluem insônia.
O álcool nos ajuda a continuar dormindo, mas faz com que passemos menos tempo na etapa do sono de movimentos oculares rápidos (MOR), que é a mais satisfatória, e que despertemos durante a noite.
Quando você deve comer?
  • Ajuste seu relógio interno
Pesquisas recentes mostram que o momento do dia em que você come pode afetar seu sono.
Todos temos um relógio interno que monitora a hora do dia e, pelo que tudo indica, um "relógio alimentício" que monitora horas das refeições.

Um estudo indica que, quando um rato come em horários irregulares, o relógio de seu corpo se desajusta.

Quando a quantidade de comida é limitada, o relógio alimentício anula o do corpo, mantendo o rato acordado até que localize algum alimento.

Os estudos com ratos não são necessariamente indicativos do que acontece com humanos, mas é interessante notar que os padrões de alimentação podem afetar seu sono.
  • Tenha rotina
Dormir é uma rotina, logo ter padrões regulares de alimentação fará com que seja mais fácil descansar durante a noite.
É uma boa ideia jantar quatro horas antes de se deitar e estabelecer um ritual de tomar chá de ervas antes de ir dormir.
  • Você é uma pessoa do dia ou da noite?
Pesquisas indicam que ser uma pessoa madrugadora ou noturna é determinado por seu cronotipo.
As horas do dia em que você come variam de acordo com seu cronotipo: os madrugadores quase sempre tomam café da manhã antes de meia hora depois de acordar, enquanto as pessoas noturnas tendem a pular o café da manhã e comer tarde à noite.
Que comidas e bebidas roubam nosso sono?
  • Queijo
A ideia de que o queijo dá pesadelos acompanha algumas culturas desde pelo menos o século 17. Mas isso faz sentido?
Já foi dito que a grande quantidade de tiramina que há no alimento poderia estar vinculada aos sonhos.
A tiramina afeta a liberação de noradrenalina, produzida na região do cérebro responsável pelo sono MOR – que está relacionada aos sonhos.
Mas muitos outros alimentos contém níveis semelhantes de tiramina e não são vistos como tiranos. Por isso, parece não haver ligação direta entre comer queijo e ter pesadelos.
  • Café
A cafeína pode interferir no processo de dormir ou evitar que durmamos profundamente.
Todos temos níveis diferentes de tolerância à cafeína, mas se você está sentindo dificuldade para dormir, evite tomar café à noite e talvez até de tarde.
Pesquisas recentes indicam que o café também pode ter impacto no sono ao desacelerar seu relógio biológico.
Um estudo mostrou que tomar um expresso duplo três horas antes de deitar atrasou a produção de melatonina em cerca de 40 minutos.
  • Açúcar
Um estudo recente indica que uma dieta rica em açúcar não é boa para dormir.
Na pesquisa, o açúcar fez com que participantes acordassem durante a noite.
Há poucos estudos sobre os efeitos do açúcar na qualidade do sono, mas, se você consome muitos alimentos ou bebidas açucaradas antes de dormir, provavelmente experimentará uma entrada de energia que não é ideal para esse momento.
  • Álcool
Após uma noite de bebedeira, provavelmente será mais fácil dormir. A má notícia é que o álcool perturba os padrões e ciclos que ocorrem enquanto dormimos.
Ao longo de uma boa noite de sono, a pessoa normalmente tem entre seis e sete ciclos MOR. Após uma noite de bebidas, porém, terá somente uma ou duas.
  • Pimenta
Acredita-se que comida apimentada provoque indigestão e aumente a temperatura de seu corpo, e a combinação de ambas prejudicam o sono.
Uma pesquisa indica que uma queda na temperatura corporal dispara a sensação de que é hora de ir para a cama. No estudo, os participantes que colocaram molhos picantes na comida demoraram mais para adormecer e dormiram menos que o normal.
Percebeu-se que, nas noites em que eles comeram condimentos, sua temperatura corporal esteve elevada durante o primeiro ciclo de sono.
Curiosamente, banhos quentes podem ajudar a dormir, pois a temperatura de seu corpo cai rapidamente depois deles.

domingo, 27 de março de 2016

CARDIOLOGIA
Exames: de olho no seu coração



O diagnóstico precoce é o primeiro passo para o tratamento eficaz, o controle e até mesmo a cura de muitas doenças do coração. Veja abaixo alguns exames que seu médico pode indicar para saber como anda seu coração:

Sangue

Identifica os níveis de colesterol total, LDL, HDL, glicemia, triglicérides, proteína C-reativa, entre outras substâncias. Com base nos resultados, é possível saber os riscos que o paciente corre de sofrer qualquer problema cardíaco, além de ser um ótimo termômetro para mudanças de hábito.




Teste ergométrico

São aferidas a pressão arterial e a freqüência cardíaca e é realizado um eletrocardiograma nas seguintes situações: em repouso, durante e após o esforço. O paciente faz exercícios em uma esteira -- de acordo com um protocolo específico definido pela idade e sexo da pessoa. Como também são feitas perguntas sobre os hábitos de vida e a prática de atividade física, seus resultados podem orientar a prática de exercícios físicos para melhorar o condicionamento cardio-respiratório.

Monitorização ambulatorial da pressão arterial

Conhecida como M.A.P.A., a Monitorização Ambulatorial da Pressão Arterial mede a pressão arterial por 24 horas. O objetivo é avaliar o comportamento da pressão arterial durante um dia inteiro e sua relação com as atividades realizadas naquele período ou eventuais sintomas, como tontura, dor no peito. Serve também para verificar se os medicamentos prescritos estão fazendo o efeito desejado.~




Ultra-som

Quantifica as obstruções causadas por placas de gordura ou por coágulos nas artérias coronárias.

Raio X do tórax

Revela o tamanho do coração e dos vasos do tórax, principalmente a aorta. Fornece informações das condições gerais do pulmão.







Eletrocardiograma

Verifica os impulsos elétricos do coração, mostrando o ritmo cardíaco. Oferece ainda dados sobre o tamanho dos átrios e ventrículos e a situação das artérias coronárias.

Ecocardiograma

Fornece dados sobre o funcionamento do coração, tamanho, forma e movimentos do músculo cardíaco e das válvulas.



Teste de inclinação ortostática (tilt table test)

Esse método é utilizado para diagnóstico de síncope ou desmaio. Consiste na monitorização e registro contínuo da pressão arterial e de eletrocardiograma do paciente, com o objetivo de detectar disfunções do sistema nervoso autônomo.

Holter

Dispositivo que grava o eletrocardiograma continuamente por 24 horas. Avalia o ritmo cardíaco, a freqüência cardíaca e o balanço autonômico do coração, durante as atividades habituais dos pacientes. Muito útil para diagnosticar casos de arritmia.

Monitor de eventos eletrocardiográficos (loop event recorder)

Sistema de monitorização prolongada e contínua do eletrocardiograma, por meses ou semanas. Indicado para diagnóstico de palpitações, perdas de consciência (síncopes). Também é útil no acompanhamento de pacientes em regime de home care. O eletrocardiograma gravado pode ser transmitido via trans-telefônica e é recebido no setor de diagnósticos através de um sistema computadorizado de aquisição de sinais. Dessa forma, o paciente pode ser avaliado à distância, sem necessidade de ir ao hospital.

Cintilografia

Compara o comportamento das coronárias em cada situação – repouso e esforço.




Cateterismo

Identifica os pontos exatos nas artérias onde o sangue está tendo dificuldade de passar.

Angioplastia

Como no cateterismo, identifica os pontos obstruídos nas artérias coronárias e ainda é possível, durante o procedimento, implantar um stent (dispositivo minúsculo que parece uma mola) para manter as artérias abertas, desobstruídas e evitar um novo acúmulo de gordura.

Tomografia computadorizada com heart view

A tomografia computadorizada ganhou um novo aliado para o exame do coração, com o software Heart View. Essa nova tecnologia permite verificar a quantidade de cálcio nas paredes coronarianas – o que é um indicador de risco para problemas cardíacos.

Fornecido por Hospital Israelita Albert Einstein
Imagem: Google.