terça-feira, 26 de abril de 2016

INFECTOLOGIA



Sete vacinas que os adultos precisam tomar

Na hora de cuidar da própria saúde, muitos adultos negligenciam as campanhas de vacinação. Em todas as fases de nossa vida, porém, estamos suscetíveis a infecções por vírus e bactérias que, se não tratadas, podem causar muitos problemas.
As doenças crônicas que se manifestam mais na vida adulta são fortes indicadores de que o individuo precisa se vacinar. "As pessoas que estão em grupos de risco, como as pessoas com mais de 60 anos ou aquelas que têm doenças crônicas, devem sempre estar informadas sobre a vacinação", diz o infectologista Paulo Olzon, da Unifesp. Existem vacinas tanto para bactérias como para vírus.
"No primeiro caso, a vacinação é feita para controlar surtos epidemiológicos e, para o caso dos vírus, a imunização normalmente dura a vida toda, sendo necessárias apenas algumas doses de reforço para garantir que a doença não vai mais voltar", diz Paulo Olzon. Confira sete tipos que merecem estar na sua carteira de vacinação.


Vacina dupla tipo adulto - para difteria e tétano
A difteria é causada por uma bactéria, que é contraída pelo contato com secreções de pessoas infectadas. Ela afeta o sistema respiratório, causa febres e dores de cabeça, em casos graves, pode evoluir para uma inflamação no coração.
A toxina da bactéria causadora do tétano compromete os músculos e leva a espasmos involuntários. A musculatura respiratória é uma das mais comprometidas pelo tétano. Se a doença não for tratada precocemente, pode haver uma parada respiratória devido ao comprometimento do diafragma, músculo responsável por boa parte da respiração, levando a morte. Ferir o pé com prego enferrujado que está no chão é uma das formas mais conhecidas do contágio do tétano.


VACINA TRÍPLICE-VIRAL - PARA SARAMPO, CAXUMBA E RUBÉOLA

Causado por um vírus, o sarampo é caracterizado por manchas vermelhas no corpo. A transmissão ocorre por via respiratória. De acordo com dados do Ministério da Saúde, a mortalidade entre crianças saudáveis é mínima, ficando abaixo de 0,2% dos casos. Nos adultos, essa doença é pouco observada, mas como a forma de contágio é simples, os adultos devem ser imunizados para proteger as crianças com quem convivem.Conhecida por deixar o pescoço inchado, a caxumba também tem transmissão por via respiratória. 

VACINA CONTRA A HEPATITE B

A Hepatite B é transmitida pelo sangue, e em geral não apresenta sintomas. Alguns pacientes se curam naturalmente sem mesmo perceber que tem a doença. Em outros, a doença pode se tornar crônica, levando a lesões do fígado que podem evoluir para a cirrose. "A imunização contra essa doença é importante, pois ela pode causar problemas sérios, como câncer no fígado", diz Paulo Olzon. 


PNEUMO 23 - PNEUMONIA

O pneumococo, bactéria que pode causar a pneumonia, entre outras doenças, pode atacar pessoas de todas as idades, principalmente indivíduos com mais de 60 anos. "Pessoas com essa idade não podem deixar de tomar a vacina pneumo 23", diz Paulo Olzon.  A pneumonia é o nome dado a inflamação nos pulmões causada por agentes infecciosos (bactérias, vírus, fungos e reações alérgicas). Entre os principais sintomas dessa inflamação dos pulmões, estão febre alta, suor intenso, calafrios, falta de ar, dor no peito e tosse com catarro. 

VACINA CONTRA A FEBRE AMARELA

A febre amarela é transmitida pelo mesmo mosquito transmissor da dengue, o Aedes aegypti. A doença tem como principais sintomas febre, dor de cabeça, calafrios, náuseas, vômito, dores no corpo, icterícia (pele e olhos amarelados) e hemorragias. "Se a febre amarela não for tratada, pode levar a morte", explica o especialista. Por ser uma doença grave, e com alto índice de mortalidade, todas as pessoas que moram em locais de risco devem tomar a vacina a cada dez anos, durante toda a vida. 


VACINA CONTRA O INFLUENZA (GRIPE)

A vacina contra gripe deve estar na rotina de quem está com mais de 60 anos. "Muitas pessoas deixam de tomá-la com medo da reação que ela pode causar, mas isso é um mito, já que a suposta reação do corpo não tem nada a ver com a vacina, e sim com a própria gripe", diz o especialista. "Isso porque o vírus da gripe fica semanas em nosso corpo sem se manifestar e a proteção da vacina não é imediata como as pessoas imaginam."A gripe é transmitida por via respiratória, leva a dores musculares e a febres altas. Seu ciclo costuma ser de uma semana. Pessoas com mais de 60 anos podem tomar a vacina nos postos de saúde, enquanto os mais jovens podem ser vacinados em clínicas particulares. "Os idosos que não querem esperar até a campanha anual de vacinação contra a gripe podem tomar a vacina em clínicas particulares em todas as épocas do ano", diz Paulo Olzon.

VACINA PARA HERPES ZÓSTER

Herpes zoster é uma infecção viral que provoca vesículas na pele e geralmente é acompanhada de dor intensa. É causado pelo vírus varicela-zoster - o mesmo agente da catapora - e acomete pessoas que tiveram catapora em algum momento da vida e ficaram com vírus latente (adormecido) em gânglios do corpo. Anos mais tarde, esse vírus pode reativar na forma de herpes zóster.  Embora não seja uma condição de risco de vida, o herpes zóster pode ser muito doloroso. Um estudo realizado no Brasil revelou que aproximadamente 95% dos adultos já foram expostos ao vírus do herpes zóster. Como o vírus fica latente durante muitos anos, a doença é mais comum em idosos e pessoas acima dos 50 anos. A vacina é administrada em esquema de dose única, via subcutânea, preferencialmente no braço. "A vacina é indicada para pessoas a partir de 50 anos de idade na prevenção não só da doença, mas também da neuralgia pós-herpética", afirma Renato Kfouri, presidente da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm).  

Fornecido por Minha Vida
Imagens: Google.

segunda-feira, 25 de abril de 2016

NUTRIÇÃO



O que acontece com o corpo quando você deixa de beber água?

Muitos especialistas já afirmaram que grande parte do corpo humano é água.
Na verdade o corpo é feito por cerca de 60% de água.
Mas nem toda esta água permanece em nosso corpo. Parte dela é eliminada na urina, no suor e até quando respiramos.
Por isso beber água suficiente para cobrir estas perdas é fundamental.
Mas o que acontece quando não bebemos o suficiente?

'Centro da sede'

"A água, sendo um solvente universal, fornece nutrientes ao corpo, regula a temperatura corporal e lubrifica os olhos e articulações", disseram Mitchell Moffit e Greggory Brown, do AsapScience, um canal no YouTube especializado em ciência.
Sem água perdemos energia, a pele fica seca e até o humor é afetado.
A educadora Mia Nacamulli explica em uma animação divulgada em uma conferência TED-Ed, voltada para a educação, que quando o corpo se desidrata as terminações nervosas do hipotálamo do cérebro – que estão no que os cientistas chamam de "centro da sede" (OCPTL) – enviam sinais para a liberação de um hormônio antidiurético.
Este hormônio chega até os rins e estimula as aquaporinas, proteínas das membranas das células que podem transportar moléculas de água, permitindo que o sangue retenha mais água no corpo.
Quando isto acontece, a urina fica mais escura e com um cheiro mais forte.
Durante este processo de desidratação também sentiremos menos vontade de urinar e teremos menos saliva.
Também há a possibilidade de sentirmos tonturas porque o cérebro está tentando se adaptar à falta do líquido.

Adaptação

Um cérebro desidratado se contrai devido à falta de água e deve trabalhar mais para conseguir o mesmo resultado que um cérebro bem hidratado.
Além disso, ele também ativa uma série de mecanismos de adaptação para conseguir manter sua atividade apesar da falta do líquido.
No entanto, este processo pode continuar durante apenas alguns dias: se você interromper totalmente a ingestão de água, o corpo começará a sofrer com os efeitos mais graves e, no final, vai parar de funcionar.
Deixar de beber água durante dias (desidratação crônica) pode abrir caminho para outros problemas como diabetes, colesterol alto, problemas de pele e digestivos, fadiga e prisão de ventre.
O tempo de sobrevivência sem beber água varia entre três e cinco dias, de acordo com cada pessoa. Mas já foram registrados casos de pessoas que conseguiram sobreviver mais tempo.

Quanto por dia?
A quantidade de água que devemos beber depende do organismo de cada um e do ambiente em que a pessoa vive.
Mas, de acordo com a educadora Mia Nacamulli, o mais recomendável é que os homens bebam entre 2,5 e 3,7 litros por dia e as mulheres, de 2 a 2,7 litros.
Porém também é importante não ultrapassar a quantidade necessária: beber água em excesso pode trazer riscos à saúde segundo os especialistas.
Pesquisadores da Faculdade de Medicina da Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, revelaram em 2015 que a quantidade recomendável de água varia entre quatro e seis copos por dia. Anteriormente era divulgado que eram necessários oito copos de água por dia.
De acordo com os cientistas de Harvard é impossível fazer uma recomendação que sirva para todos: a necessidade de consumo de água depende da dieta, do clima e do nível de atividade física praticada pela pessoa.
As mulheres grávidas ou mães que estão amamentando, as pessoas que fazem mais atividades físicas, as que vivem em um clima quente ou aquelas que estão doentes deveriam, de acordo com o relatório americano, beber mais água.
E, se você for do tipo que não gosta de água, pode consumir líquidos de outra forma: frutas e verduras como o melão ou o pepino têm grandes quantidades de água.
Mas os médicos advertem: não se pode substituir água por refrigerante, "escolha tomar água ao invés de bebidas açucaradas".
Por isso, uma opção apre
sentada pelo Centro de Controle e Prevenção de Doenças americano (CDC), é adicionar uma rodela de lima ou limão para dar mais gosto à água.

Fornecido por BBC Mundo
FISIOTERAPIA

Quais são os músculos mais fortes do corpo humano? E o mais fraco?

O corpo humano tem mais de 600 músculos –alguns mínimos, com poucos milímetros de extensão, outros milhões de vezes maiores, com cerca de meio metro. Os músculos, especialmente o cardíaco e os esqueléticos – que estão vinculados à estrutura óssea e constituem nosso sustentáculo vital. O tamanho dos músculos, no entanto, não é sinônimo de força.

Veja os músculos mais fortes do corpo humano:




Glúteo máximo – isso mesmo, o músculo das nádegas é considerado um dos mais fortes da estrutura humana por sustentar nosso corpo na posição ereta. Por ser composto por fibras de contração lenta, são resistentes à fadiga e suportam mais peso.




Sóleo e gastrocnêmios – os músculos da panturrilha, a chamada "batata da perna", também entram na disputa, de acordo com alguns especialistas, associados ao glúteo. O conjunto de três músculos (sóleo, gastrocnêmio lateral e gastrocnêmio medial) é responsável pelos principais movimentos humanos.




Masseter – outro forte concorrente, o músculo da mandíbula, apesar de pequeno, é responsável por uma pressão muito grande (a maior já medida em um humano chegou a 422 quilos pelo período de dois segundos) devido ao braço menor de alavanca que apresenta em relação a outras estruturas musculares.
Músculo mais fraco


Pálpebra superior – além de ser consensualmente o mais fraco dos músculos entre os especialistas, é um dos menores do corpo. Divide o espaço do globo ocular com outros seis músculos.
Fornecida por Uol: Ciência e Saúde

terça-feira, 5 de abril de 2016

DISTÚRBIOS DO SONO
Por que temos pesadelos?


Você foge de monstros, é enterrado vivo, cai de um prédio, tenta gritar e não consegue. Por fim, acorda com o coração disparado, com uma sensação de angústia, assustado e então percebe que tudo não passou de um (terrível) pesadelo.
Os pesadelos nada mais são do que sonhos ruins que despertam sensações de medo, angústia, tristeza e raiva. Pelo menos metade da população mundial tem esse tipo de sonho esporadicamente e entre 2% a 8% dos adultos sofrem com pesadelos frequentes.
Assim como os sonhos, os pesadelos costumam acontecer durante a fase mais profunda do sono, conhecida como REM (sigla em inglês para movimento rápido dos olhos). Esse estágio dura, em média, meia hora e pode se repetir até seis vezes por noite.
Isso significa que podemos ter até seis sonhos (ou pesadelos) em uma única noite? Sim, podemos. No entanto, não é fácil lembrar todos eles ao amanhecer. Só nos lembramos dos sonhos se, durante o ciclo, despertarmos logo após eles acontecerem. Como os pesadelos trazem uma carga emocional muito grande é muito comum acordamos assim que ele termina. Consequentemente, são mais fáceis de lembrar.


O que causa o pesadelo?

As razões pelas quais os pesadelos acontecem ainda não são claras, mas há algumas possibilidades. Uma delas é que, assim como os sonhos, eles podem refletir situações que não conseguimos lidar muito bem diariamente. Estresse, ansiedade, rotina de sono irregular, uso de medicamentos antidepressivos e para hipertensão podem aumentar o risco de ter pesadelos.
Pessoas que sofreram algum tipo de trauma recente, como acidentes, assalto, estupro, morte de uma pessoa querida, tendem a ter sonhos ruins cuja temática esteja, de alguma maneira, ligada ao estresse a que foram submetidos. É como se o cérebro avisasse que elas precisam passar por todo o trauma de novo até superar seu medo.
Problemas físicos ou desconfortos durante o sono também podem causar pesadelos. Quem sofre de apneia, por exemplo, pode incorporar a sensação de falta de ar no sonho. Sabe aquela velha frase "não dorme de barriga cheia que você terá pesadelo"? Pois bem, se a alguma coisa não caiu bem ou se o alimento está dando muito trabalho para ser digerido, é bem provável que essa sensação seja transportada para os sonhos.
Isso acontece porque durante o sono REM, mesmo dormindo profundamente, todos os nossos sentidos ainda estão "funcionando". Com isso, qualquer estímulo externo é percebido e adicionado ao sonho ou pesadelo.


A partir de que idade temos pesadelos?

Os sonhos ruins nos acompanham durante toda a vida. Costumam aparecer por volta dos quatro ou cinco anos e serem mais intensos durante a infância por conta da maturação cerebral ainda estar em fase de consolidação.
Na fase adulta, tendem a ser bem menos frequentes, mas acontecem com maior intensidade quando alguma coisa na vida não vai bem: aumento dos níveis de estresse, ansiedade diante de uma situação nova, traumas etc.

E quais são os temas que mais se repetem nos pesadelos?

Uma pesquisa feita pela Universidade de Montreal, no Canadá, a partir da narrativa de cerca de dez mil sonhos, mostrou que a agressão física é o tema mais frequente relatado em pesadelos, citado por 31,5% dos entrevistados. Morte, preocupações com saúde e ameaças são outros temas recorrentes.
De acordo com o estudo, os homens costumam ter mais pesadelos com temas envolvendo desastres e calamidades, como inundações, terremotos e guerra. Já temas que envolvem conflitos interpessoais são duas vezes mais frequentes nos pesadelos das mulheres.
A partir das entrevistas, os pesquisadores concluíram que o medo não é sempre um fator que faz parte dos pesadelos. Segundo os cientistas, o medo é quase nulo nos sonhos ruins e é descrito em apenas um terço dos pesadelos. O que se faz sentir em vez disso é tristeza, confusão, culpa, desgosto etc.

É possível evitar os pesadelos?

Segundo os especialistas, os pesadelos não precisam ser encarados como algo prejudicial a saúde. Quando esporádicos, eles podem até ajudar a resolver algumas questões e superar medos. O problema é quando passam a ser constantes.
No mundo, de 2% a 8% das pessoas dizem ter pesadelos constantes, mais de uma vez por semana e, em alguns casos, mais de um a cada noite de sono. Metade das crianças entre 3 e 6 anos também tem sonhos ruins constantemente.
O tratamento dependerá das causas do excesso de pesadelos. O médico irá investigar se existe alguma anormalidade física ou se a pessoa está passando por muitos problemas que causam situações estressantes.
A partir daí, o tratamento varia desde terapia até medicação para controlar a ansiedade. Em alguns casos, os pacientes podem ser treinados para terem sonhos lúcidos, ou seja, conseguirem ter consciência de que estão sonhando e, ainda, ter a capacidade de mudar os rumos do pesadelo.
Fornecido pors: Luciano Ribeiro, neurologista do Instituto do Sono, e Rosana Cardoso Alves, neurologista especializada em Medicina do Sono do laboratório Fleury.
Uol Ciência e Saúde - Imagens: Google.